Igualdade Racial

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*Por Comitê de Igualdade Racial

“Enquanto a questão negra não for assumida pela sociedade brasileira como um todo: negros, brancos e nós todos juntos refletirmos, avaliarmos, desenvolvermos uma práxis de conscientização da questão da discriminação racial neste país, vai ser muito difícil no Brasil, chegar ao ponto de efetivamente ser uma democracia racial”, Lélia Gonzalez.

Lélia Gonzalez foi uma historiadora, filósofa, professora, intelectual brasileira e uma das fundadoras no Movimento Negro Unificado (MNU). Nascida em Minas Gerais, em 1935, foi para o Rio de Janeiro com sua família quando ainda era criança, onde trabalhou desde muito cedo, inclusive como babá e empregada doméstica. Formou-se em História e Geografia pela UERJ, fez mestrado em Comunicação Social e doutorado em Antropologia Política.

Sua contribuição para o debate a respeito da discriminação racial, machismo e sexismo constitui uma ferramenta essencial para compreender como a estrutura racista que vivemos subjuga as mulheres negras. 

O mito da democracia racial foi alvo de duras críticas por parte de Lélia, que entendia essa teoria como uma engrenagem que propiciava o silenciamento diante das contínuas opressões a que a população negra era submetida.

As obras de Lélia Gonzalez são essenciais para a compreensão da discriminação racial e da situação da mulher negra na sociedade atual.

Essa ativista que deixou um importante legado no enfrentamento ao racismo faleceu em 10 de julho de 1994, no Rio de Janeiro.

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